ANEURISMA INFECTADO
Andréa Ginelli
Carmen Villas Bôas
Tatiana Corrêa Pina
Definição:
Aneurisma infectado ou micótico secundário são termos usados para descrever aneurisma oriundo de infecções não-sifilíticas, podendo surgir como resultado de infecções primárias da parede da aorta; ou tornando-se infectado a partir de um processo secundário, como uma endocardite bacteriana, septicemia, disseminação contígua de um abscesso.
Fatores Predisponentes:
Pode ocorrer devido a: Abuso de drogas intravenosas, endocardite bacteriana (12%), pacientes imunocomprometidos (malignidade, alcoolismo, esteróides, doenças autoimunes, quimioterapia, diabete), aterosclerose, trauma aórtico por cirurgia ou cateterismo.
Mecanismo:
Septicemia com formação de abscessos via vasa vasorum ou via lúmem do vaso, extensão direta de foco de infecção contígua (por ex.: espondilodiscite), laceração preexistente da íntima (trauma, aterosclerose, coartação). Eles são responsáveis pela perda da íntima e destruição da lâmina elástica, da muscular da média e adventícia.
Localização:
Aorta ascendente é o local mais comum do aneurisma infectado, seguido por artérias viscerais abdominais, artéria intracraniana, artérias dos membros inferiores e superiores.
Achados clínicos:
Os aneurismas infectados podem apresentar-se de forma insidiosa, com os pacientes queixando de dor abdominal e quadro infeccioso a esclarecer.Outras formas de apresentação, como rotura ou sepse podem ocorrer. Deve-se considerar o diagnóstico, quando há o aparecimento súbito de massa abdominal pulsátil ou crescimento recente de um aneurisma conhecido associado a febre.
A maioria dos pacientes são mulheres.
Principais agentes infecciosos: estafilococos aureus (53%) e salmonelas (33-50%). Outros patógenos: estreptococos, pneumococos, gonococos e micobácterias (por disseminação contígua a partir da coluna vertebral/linfonodos). A infecção por anaeróbicos´tem sido relatada, porém com menos freqüência. O tipo de organismo tem importância prognostica, sendo os Gram negativos e a salmonela mais letais por maior incidência de rotura.
Estudo por imagem:
ULTRA-SONOGRAFIA e TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: mostra um aneurisma sacular não calcificado associado a líquido e/ou gás adjacentes. Exames de controle podem demonstrar o crescimento rápido do aneurisma.
Pode haver associação com espondilodiscite ou linfonodomegalia.
ARTERIOGRAFIA: demonstra, freqüentemente, um aneurisma sacular lobulado sem aterosclerose generalizada.
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FIG.1
FIG.1 -Angio-TC - Aneurisma da aorta abdominal ao nível dos rins de parede irregular com gás de permeio.
Tratamento:
Cirurgia e antibióticos por via venosa. Diagnóstico diferencial: Aneurisma inflamatório ou micótico primário apresenta-se com acentuado espessamento assimétrico da parede arterial ou fibrose perianeurismática. Pode haver aderências de estruturas adjacentes, como duodeno, veia cava, ureteres.
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